quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Volte a lutar

O trecho foi dica de uma leitora:

"Eu trabalhei um bocado, 
Ainda não deu resultado, eu sei...
Eu não sei bem se ta perto, 
mas se um dia der certo, 
Foi de tanto tentar..

E você que chora, que chora, implora pra tudo mudar,
Temendo a demora, e as noites viradas pra um dia alcançar,
A hora é agora, cuidado que o tempo não vai te esperar,
Enxuga esse rosto, levanta a cabeça e volte a lutar..."

Apesar de nunca ter ouvido o cantor, a música tem muito do sentimento empreendedor, do vale que TODOS nós que tentamos construir alguma coisa (empresa, nome, família, etc) atravessamos logo depois do início empolgante e o sucesso que não chega. Esse é o momento da verdade, em que o pior inimigo somos nós mesmos, quando a gente não sabe se vai levantar da cama, se vale a pena todo o esforço. Espero que o menino alcance.

Eu desisti de um consultório médico depois de 2 anos de prejuízo. Já ouvi falar que alguns médicos demoram 10 anos (!) para ter resultado financeiro positivo. Muito do nosso insucesso (como o meu, no consultório) não vem apenas do ambiente, do mercado, da profissão, mas da falta de planejamento, falta de empenho, distração, falta de metas reais e prazos factíveis.

De qualquer forma fica a dica do Felipe Valerim: Volte a lutar...

Tenham paciência, os colaboradores sumiram. Assim como eu, estão empenhados no final de ano, planejamentos estratégicos, entre outras intensas pedreiras que temos que quebrar com os dentes todos os dias.

Bom trabalho, boa sorte, nos vemos por aí.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Não existe fim no caminho de quem procura.

Por André Bressan.

Hoje é dia 15 de novembro, Dia da Proclamação da República. Mesmo sendo muito jovem, a república brasileira foi fundada por velhos, com ideais novos para um país que arrastava sua velha monarquia, liderada por um imperador idoso. A Republica, proclamada por um já idoso Marechal Deodoro da Fonseca, já sem ar, sem fôlego, de tropegas palavras. Tantos velhos, o movimento não enfrentou resistência, e foi movido a boatos e fofocas. Assim, aos 15 dias de novembro de 1889, deixamos de ser monarquia latina para vierar república militar.

O Brasil ainda não achou seu lugar no mundo, nem mesmo na imaginação dos brasileiros. Ainda estamos tentando ser o país que queremos ser. Este post foi inspirado por várias fontes que se confluiram naturalmente ao longo das minhas leituras de hoje.

Imagem do EpicShit.

Esta frase nesta imagem é muito importante, e facilmente você, leitor desse blog vai se reconhecer aqui. Se não, há um LONGO caminho para você percorrer, até chegar ao ponto do caminho, em que ele não tem mais fim. Quando a procura é mais importante que a chegada.

Nesta republica fundada por velhos morosos de língua solta, pego carona na minha veia pediátrica e conclamo a pensarmos se damos ouvidos aos nossos jovens, aos nossos filhos. Eles têm esse motor, esse drive, esta pulsão que pode fazer o mundo girar. Somos nós, empreendedores de nossa geração, que daremos o ritmo às voltas do mundo. Um exemplo de que quando há inquietude, vontade, desejo, é o vídeo abaixo. Muito precoce, esse menino não sabia onde queria chegar, mas sabia que queria partir. E partindo, achou lugar. Lugar de repouso? Não, de movimento. Veja o vídeo:


Como diz o próprio João, não seremos jovens para sempre, mas os problemas do mundo continuam crescendo.

Sim, estivemos um pouco sumidos, não só nós, mas nossos colunistas também. Por quê? Porque estivemos trabalhando muito. Essas conjunturas, esses ajuntamentos levam a uma conversa, que leva a outra, e isso gera trabalho. Decisões, abrir mão de um sonho, para pegar carona em outro, buscando como um rio em terreno acidentado um caminho possível, um caminho melhor. Coisas boas estão por vir, mas nada nos parou.

Ainda acreditamos da hora em que acordamos até a hora em que fechamos os olhos de exaustão que o empreendedorismo é a chave para um serviço melhor, para uma sociedade melhor, para pessoas melhores. E principalmente sabemos que o médico é um empreendedor necessário (assim como todos os profissionais de saúde, o veterinário, o enfermeiro, o educador físico, o farmacêutico) para criar um setor de saúde produtivo, inovador, e eficaz no suprimento das necessidades e desejos do paciente, do cliente/consumidor.

Então, não desanime, não desista de nós, estamos reencontrando o nosso paço.
Eu já vi dias piores e, nesses dias, usei a mesma estratégia (do grego stratègós) que usei há pouco: continue calmo e siga em frente. No fim, você tá no caminho. Por mais que você não reconheça o caminho em que está, você está nele, porque, afinal, foi você quem o fez e, talvez, ele não exista pra nenhuma outra pessoa que não você. Porque, por mais que você desvirtue seu rumo, é no teu caminho que as pessoas que realmente importam vão te procurar. Quando eles te encontrarem, diga que está tudo bem com você – porque, de fato, está.
Esse insistimento é lindo de ver, principalmente contado quando você atingiu algum resultado e justifica todo aquele esforço. Não ouçamos apenas nossos jovens, nossos filhos, nossos residentes. Ouçamo-nos com os ouvidos sim, mas também com os braços e as mãos abertas, permitindo que quebrem a cara ou sejam bem sucedidos, mas abramos as portas para as liberdades empreendedoras tão necessárias e bonitas de se ver.

Fontes:
Você tá no caminho.
Aprendizado à la carte.
Cala-boca já morreu.

Um abraço.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Você gosta do que você faz?

Por Andre Bressan.


Desculpem-me pelo longo silêncio. Não, não desistimos, é que outros compromissos significativos consumiram nossas atenções nas últimas semanas. Estava com saudades do EmpreendeMed.

Você se lembra que eu ia assistir ao curso do Márcio? Qual curso? Putz, o Curso de Marketing e Gestão, no Rio de Janeiro, não lembra? Pois é. hoje o post é inspirado numa das aulas do curso (vários artigos vão ser, porque o curso foi ótimo). Inclusive, o Márcio que não leia, mas a pausa acabou sendo em parte culpa dele também. Depois a gente fala disso.

Pois bem, no curso, ouvi uma frase impactante ("de impacto" é clichê, certo?). Lá pelas tantas, me diz o Prof. Dr. Marcio assim:
"poucos são os que podem se dar ao luxo de fazerem o que gostam. Esses a gente considera automaticamente "felizes". A maioria de nós não!
Mas felizes são os que aprendem a gostar do que fazem."
Isso pode soar como resignação, coisa de perdedor, de fraco - "é servir a quem vence o vencedor" (Renato Russo? Não, Luís Vaz de Camões). Sim, o amor enfrequece, mas isso vai ser motivo de outro post... pouco romântico, não se preocupem.

Para usar uma palavra mais moderninha, mais "da hora", "mais manera", corporativa, emibieizada, que tal RESILIÊNCIA?

Não tem jeito. Fazemos muitas coisas fora dos nosos gostos, simplesmente porque TÊM que ser feitas. E ponto final. Trabalhar para garantir o pão-nosso-de-cada-dia, as contas, a escola dos filhos, o seguro do carro. Nem tudo na vida é movida por paixão, como alardeiam os semi-pseudo-gurus do empreendedorismo de facebook. Paixão tem um drive intenso, mas que não dura. É como um dragster. Explode, corre, mas para logo (um corrida dessas não dura 10 segundos).

Realmente, ambas as posturas, tanto a resignação quanto a resiliência necessitam de firme e constante aplicação da paciência (ingrediente principal). Mas a ATITUDE é diferente. A resiliência tem um certo jogo de cintura, uma esperteza a favor do bem, uma malandragem-de-morro, uma pele lisa, uma inderrotibilidade, um certo eye-of-tiger. Resiliência implica em adotar a situação, em transoformar limão em caipirinha.

Quando você incorpora essa atitude, de aprender a gostar do que faz, você passa a fazer melhor, e inclusive de fato a gostar daquilo que você faz, porque se acha eficiente, reconhecido e capaz. Agora, se o que você faz não merece seu esforço, faz mal para os outros, esgarça já puido tecido social, então larga mão e corre.

Isso é o mesmo com pessoas. Você pode não amar de  paixão todo mundo, nem ser o cara de maior sorriso do seu trabalho, mas você pode aprender a gostar das pessoas. Como diz minha esposa, citando Eduardo Galeano, olhando as pessoas de baixo, e de dentro. Ou você ainda acha que existe gente chata? A gente pode gostar até do chato do lado, ou do chato que edita o EmpreendeMed... :)

Bem, pra terminar indico um texto que merece ser lido e provavelmente eu vou comentar mais a fundo no futuro: Quer mais felicidade no trabalho? Decida-se por ela. Ele foi o deflagrador deste pensamento, que casou com a frase do Márcio.

Se eu já me esforçava pra gostar do que eu faço, depois dessas leituras, e de alguma reflexão, gosto mesmo de fazer o que faço.

Leia os links deste artigo:

Existe alguma pessoa realmente chata?

Quer mais felicidade no trabalho? Decida-se por ela

Atitude

Grandes autores: Luís Vaz de Camões


Um abraço.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Certas coisas...

Por André Bressan

Você já deve ter passado, certamente, por alguma situação que tinha TUDO para dar certo, mas por alguma esquisitice qualquer, algo inexplicável, não deu certo.

Aquele casal perfeito que desmanchou, aquela sociedade fantástica que não formou, aquele sanduiche com aquele molho que azedou...

Pensei nisso há umas duas semanas, quando minha filha, nova demais para ser lobinha, mas interessada demais para ficar de fora, foi autorizada pelo chefe escotista para participar como convidada de um acampadentro (quando os acampistas acampam dentro de um prédio, não ao ar livre). Meu filho mais velho já está inscrito há meses, é engajado e empolgado. Mas a minha filha... tem o tal do perfil - fazer o quê? Pois bem, ela ficou encantada com o convite, encheu-se de coragem e aos 6 anos, foi encarar um acampadentro, há uns 3 km de casa, com barracas, sacos de dormir, cada um com seu prato, talher, toalhas e o irmão mais velho. Cada um responsável pela arrumação, higiene e cuidados dos seus pertences.

No dia seguinte fui eu ansioso para buscá-los, e o Chefe da Alcateia (como chamam o chefe da tropa escoteira do ramo Lobinho - em alusão ao Povo Livre do Livro da Jungle, ou seja, do Mowgli) veio me encontrar no estacionamento para me dizer, que na opinião dele, e para a surpresa de todos, minha filha havia sido considerada a melhor acampista daquele final de semana. Fiquei orgulhoso e deslocado.. wow, ela nem tem a idade, e já ouvi esse monde de elogios: "educada", "ordeira", "organizada", "sempre em prontidão", "obediente", etc, etc.

Em 12 de Outubro, ela completará 6 anos e meio, e terá a oportunidade de finalmente se tornar lobinha. Duas semanas, antes, diante de tamanho desempenho, ela foi convidada pelo Chefe para ser lobinha antecipadamente. A resposta dela: "não quero mais, é chato! Quero ficar em casa brincando". E foi isso.

Muitas vezes isso acontece na vida prática de gente grande e articulada. Não sei exatamente porque isso acontece, mas já vi alguns projetos desandarem, coisas maravilhosas darem errado, mesmo que tivessem todos os requisitos para dar certo. Timing, astros, desilusões? Sei lá. Às vezes, nossa impressão inicial é tomada por uma grandeza que não percebe talvez os fatos visíveis mais discretos. Da mesma forma como ideias absurdas e descartáveis muitas vezes podem virar sucesso e cases...

Sucesso, Fracasso, Curva de Aprendizagem? Tanto faz, o fato é que, como diria o Lulu Santos, há certas coisas que eu não sei dizer...



O tempo passa, e a percepção, as necessidades e os interesses mudam. No nosso caso, dos médicos empreendedores que se interessam por esse assunto, só não podemos deixar morrer é a atitude de partir para cima das nossas ideias, como que sem elas afundássemos na frustração e na inquietude abissais. Coisas podem se erguer ou afunda à nossa volta, mas não percamos o olhar de que, como diz um amigo nosso aqui do EmpreendeMed, "o material se constrói a partir do imaterial". E esse imaterial é impalpável, indiscritível e às vezes instável.

Um bom planejamento, uma rotina bem desenhada, partes associadas de apoio e de suporte podem dar melhores chances de um empreendimento dar certo. E quando esses momentos súbitos aparecerem, eles podem ou não encontrar um construto tão sólido, que desapareçam e não corroam aquele empenho. Deve ser em parte por isso que dizem que empresas que se formam depois de planejamentos mais longos (por exemplo 1 ano) têm maior chance de sobreviver...

Uma breve reflexão apenas, hoje.

Um abraço.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Marketing e Gestão para consultórios

Por André Bressan

Semana que vem, estaremos no Curso Intensivo de Gestão para Médicos (Módulo Marketing). O curso será na Cidade Maravilhosao), e será ministrado pelo Dr. Márcio Sanches, nosso colunista.

Para quem estiver (ou puder) no Rio no dia 8 de outubro, é um bom motivo para passear no Rio de Janeiro (depois do curso...).
 
Curso intensivo de               Gestão para Médicos
Curso intensivo de               Gestão para Médicos
Curso intensivo de Gestão para Médicos
Curso intensivo de               Gestão para Médicos
Curso intensivo de               Gestão para Médicos

Vai estar no Rio? A gente se vê lá.

Um abraço.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Viajar é a maneira mais fácil de adquirir cultura.

Por Juliano Alves Pinto.

Na oportunidade de escrever ao Empreendemed por primeira vez, ressaltei a importância de o médico se manter informado e acumular conhecimento e cultura, em face dos diversos papeis que cumpre na sociedade.

Na linha do já gasto mas ainda fundamental conceito do “ ‘marketing’ pessoal”, ter cultura não se trata meramente de questão de prestígio junto a interlocutores, é peça básica da construção da credibilidade do profissional de medicina, num mercado crescentemente competitivo.

Sabemos que congressos de medicina acontecem aos montes mundo afora. Eles integram a agenda básica do médico que quer sempre se atualizar e aprender, dentro da perspectiva de que a ciência que ele escolheu cultivar avança de maneira ilimitada. O ato de viajar torna-se, assim, uma necessidade da própria profissão.

Uma oportunidade de viajar ao exterior tem tudo para se tornar uma experiência intensa e enriquecedora de aprendizado. Muitas vezes, o profissional resolve ir a determinado congresso restringindo o seu itinerário de viagem apenas aos dias reservados ao evento, não se permitindo dispor de um ou dois dias para conhecer a cidade que o hospedou ou seu entorno. É uma estratégia equivocada, considerando que os custos de se realizar uma viagem internacional são altos. Vale a pena “esticar” a viagem, na medida do possível, para conhecer os atrativos que aquele destino pode oferecer.

O estudo prévio sobre a cidade que será visitada também ajuda a otimizar a qualidade do aprendizado. Sabendo que, em muitos casos, são necessárias muitas horas de voo ou trem até a chegada ao local onde será o congresso, é sempre bom fazer uma leitura sobre o destino durante a permanência no avião ou, ainda, sobre os trilhos. Longe de “estragar a surpresa”, informar-se de antemão sobre os museus, monumentos e edifícios que serão visitados nos dias livres pode ser a garantia de que o visitante não se sentirá alheio ou perdido diante de uma quantidade enorme de informação “vis-à-vis” do dilema de dispor de pouquíssimo tempo para poder realizar aquelas visitas. Recomendo os livros da editora “Lonely Planet” em matéria de guia informativo. São os meus preferidos, por serem belas edições, densas em informação útil, a preços bem razoáveis.

Mas o mais importante é enxergar no ato de viajar a oportunidade única de aprendizado que ele representa. E isso vale tanto para o congresso como fora dele.